O Civismo, a Educação e os Meios de Comunicação, são aspectos amplos e complexos, investigados na área de curricular de Educação para a Cidadania. A Educação para a Cidadania é uma pretensão ambiciosa e complexa, que constitui o desafio de toda uma vida e para toda uma vida.
Os meios de comunicação podem contribuir melhor ou pior para fundamentar uma cidadania, influenciando os indivíduos, proporcionando informação e moldando opiniões sobre assuntos sensíveis aos cidadãos. Constroem uma realidade para a opinião pública, daquilo que é a Educação, com base em informações dispersas e fragmentadas, filtrando acontecimentos que são apresentados como temas principais, focando aspectos que não são essenciais, mas de forte impacto social.
De forte impacto na Educação, no exercício da cidadania e em todos os espaços da vida humana, as novas tecnologias modificam a condição do sujeito, as relações sociais e a igualdade de direitos e de oportunidades.
As tecnologias têm contribuído para conhecer e dominar a natureza, mas também destruí-la, para aliviar o esforço no trabalho, mas também para acabar com certos empregos, ampliar as possibilidades das capacidades da mente, do corpo e dos sentidos do ser humano, podendo até substituí-los. As TIC evoluem de tal forma que são elas que nos educam pois modificam o nosso estilo de vida, as formas de trabalhar, as relações com os outros, assim como as referências para a nossa identidade.
Fenómenos de significado e pertinência muito desigual para os desígnios da Educação ocorrem no universo das TIC, devendo-se saber distinguir o que é aproveitável, para fins instrutivos e educativos. Determinar que conteúdos são pertinentes, como e quem pode controlá-los, é um processo complexo que ocorre à margem do sistema educativo.
O sistema educativo público, encarregue de levar a cabo a educação para todos, deixa de ter o monopólio da transmissão do conhecimento, que nunca obtido o domínio absoluto dessas funções, fica agora ainda mais débil, um retrocesso que a faz perder relevância e imagem social.
Posto isto, a globalização produziu um fenómeno duplo: o mundo composto por culturas encapsuladas nos seus próprios territórios modificou-se, através dos intercâmbios entre sociedades e culturas. Este novo mundo tornou-se mais complexo, mais variado, mais atractivo e um tanto desordenado. Educados num meio diferente, os menores e os jovens mudaram, os pais aprenderam muitas coisas com os filhos.
Se as TIC fossem usadas nas aulas, poderiam suavizar as desigualdades existentes à entrada nas escolas. Contudo, não sendo esse o lugar privilegiado de contacto com as TIC, as desigualdades permanecem. Assim, será necessário redefinir as políticas de igualdade, questionar as práticas vigentes, reescrever o direito à info-educação, rever os conteúdos da escolaridade obrigatória e o direito à educação em geral.
Para concluir, se o fluxo cultural flui através das instituições clássicas de educação, é desinstitucionalizado com os novos meios de comunicação que a escolarização deixa de ser o instrumento válido para a concretização do direito dos cidadãos à Educação, à medida que esse fenómeno ocorre.
Os meios de comunicação podem contribuir melhor ou pior para fundamentar uma cidadania, influenciando os indivíduos, proporcionando informação e moldando opiniões sobre assuntos sensíveis aos cidadãos. Constroem uma realidade para a opinião pública, daquilo que é a Educação, com base em informações dispersas e fragmentadas, filtrando acontecimentos que são apresentados como temas principais, focando aspectos que não são essenciais, mas de forte impacto social.
De forte impacto na Educação, no exercício da cidadania e em todos os espaços da vida humana, as novas tecnologias modificam a condição do sujeito, as relações sociais e a igualdade de direitos e de oportunidades.
As tecnologias têm contribuído para conhecer e dominar a natureza, mas também destruí-la, para aliviar o esforço no trabalho, mas também para acabar com certos empregos, ampliar as possibilidades das capacidades da mente, do corpo e dos sentidos do ser humano, podendo até substituí-los. As TIC evoluem de tal forma que são elas que nos educam pois modificam o nosso estilo de vida, as formas de trabalhar, as relações com os outros, assim como as referências para a nossa identidade.
Fenómenos de significado e pertinência muito desigual para os desígnios da Educação ocorrem no universo das TIC, devendo-se saber distinguir o que é aproveitável, para fins instrutivos e educativos. Determinar que conteúdos são pertinentes, como e quem pode controlá-los, é um processo complexo que ocorre à margem do sistema educativo.
O sistema educativo público, encarregue de levar a cabo a educação para todos, deixa de ter o monopólio da transmissão do conhecimento, que nunca obtido o domínio absoluto dessas funções, fica agora ainda mais débil, um retrocesso que a faz perder relevância e imagem social.
Posto isto, a globalização produziu um fenómeno duplo: o mundo composto por culturas encapsuladas nos seus próprios territórios modificou-se, através dos intercâmbios entre sociedades e culturas. Este novo mundo tornou-se mais complexo, mais variado, mais atractivo e um tanto desordenado. Educados num meio diferente, os menores e os jovens mudaram, os pais aprenderam muitas coisas com os filhos.
Se as TIC fossem usadas nas aulas, poderiam suavizar as desigualdades existentes à entrada nas escolas. Contudo, não sendo esse o lugar privilegiado de contacto com as TIC, as desigualdades permanecem. Assim, será necessário redefinir as políticas de igualdade, questionar as práticas vigentes, reescrever o direito à info-educação, rever os conteúdos da escolaridade obrigatória e o direito à educação em geral.
Para concluir, se o fluxo cultural flui através das instituições clássicas de educação, é desinstitucionalizado com os novos meios de comunicação que a escolarização deixa de ser o instrumento válido para a concretização do direito dos cidadãos à Educação, à medida que esse fenómeno ocorre.
Autor Base: José Gimeno Sacristán

